quinta-feira, 18 de outubro de 2012

2012

Estou aqui escrevendo novamente, Gabriel não quis deixar suas impressões para vocês. Pois bem, Alemanha continua a mesma, talvez eu tenha mudado, pois estou enxergando algumas coisas que não enxergava antes, como umas pixações nas ruas, que jurava pra todo mundo que eu nunca tinha visto, e carros um pouco mais velhos, como o nosso corsinha daí. No mais tudo na mesma, sem cobrador nos metrôs, cidades limpas e bons preços em tudo (exceto na carne e transporte). Ontem foi o cúmulo da confiança; no fim do jantar, que tinha todas as partes do porco que haviam acabado de abater, incluindo chouriço, linguiça e bolinho de carne, a garçonete passou de mesa em mesa PERGUNTANDO o que você tinha consumido. Ah, eu tomei uma coca e 2 cervejas. Bem, ela anotava num papel, cobrava o valor devido e ia para a próxima mesa. Imagine um restaurante asism no meio do Largo da Ordem? Não ia dar certo. "Eu não tomei nada, só tô sentado aqui esperando o tempo passar..."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Baladas!





Como conhecer uma cultura sem ir em uma balada? Impossível! A única coisa que me incomodou foi a fumaça de cigarro - as pessoas fumam demais!
Fui 2 sextas dançar salsa com meu primo e sua digníssima esposa - eles dançam muito bem! Eu só ensaiei uns passinhos. Também fomos em uma balada hip-hop/eletrônica, bem divertida, mas só relaxei depois que encontrei um exaustor no teto e me plantei ali; e pra finalizar, 2 festas de criança.

Sustentabilidade e consciência ambiental






Curitiba é a única cidade do Brasil que tem 100% da área coberta pela coleta de lixo seletiva, e também uma das cidades mais limpas e verdes. Mas o que encontrei por lá foi bem mais organizado e levado a sério. Não entendi direito nesse pouco tempo como funciona a coleta de lixo, mas separávamos tudo direitinho nos sacos amarelos, verdes e de restos de comida. Encontrei muitas casas com paineis de energia solar, e diversos aerogeradores para energia eólica. Li algo sobre telhados verdes aqui, vegetação colocada em cima das casas para fornecer isolamento acústico e térmico e produzir um diferencial estético e ambiental na edificação, mas só consegui ver um desses por lá também. As pessoas usam muito a bicicleta, elas respondem por 9% do trânsito alemão. Os carros são ecologicamente corretos quanto à poluição, e ainda passam por revisões constantes e obrigatórias - se não tiver ok, arruma ou não roda!
A consciência ambiental e social vem de berço também. Encontrei um protesto em frente à loja Max Mara contra o uso de peles de animais, e existem caixas enormes para doação de roupas e sapatos para países pobres em cada esquina.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Comida!!






Quando vim pra cá, prometi que ia comer de tudo que me oferecessem! Já na primeira janta foi chucrute rsrsrsr. Desde então comi ovo ponché, pepino em tudo que é prato, cenoura e pimentão cortadinhos em fatias no café da manhã e pão com salmão cru. Tá bom, mentira, esse último eu recusei.

Mas vamos ao lado bom: batata com linguiça e molho tipo curry ou inglês (clássico), batata cozida, frita, legumes, sopa de gemüse (bem diferente da sua, Dona Zu, de vagem), pizza bem fininha com queijo por cima... e é tudo uma delícia!! Não sei se é porque tem plantação em tudo que é lugar, mas parece ser mais fresco. Frutas e carnes não tem em tanta abundância, mas você acha qualquer coisa que quiser no mercado. Tem uns sanduíches com um pedaço de presunto enorme, bem macio (foto). Esses dias, diante da infinidade de pratos congelados (deliciosos), escolhi um peixe com molho branco de brócolis, 2,20 euros. Comi quase tudo sozinha! Ah e os doces? Bolo de maçã quase igual ao de banana da Dona Carmem congelado, delicioso! O Kinder é daqui, então tem Kinder de tudo que é tipo, até sorvete. A diferença é no preço bom e no tempero, pois os doces são quase sem açúcar e os salgados são bem apimentados. Resumindo: você come o que quiser, basta procurar. E tem que ter alguém pra traduzir, às vezes nem assim - eu já desisti de tentar saber o que vou comer ou pedir pra me explicarem - manda vim, garçom!

Quanto às bebidas, são milhares, cervejas de todos os tipos, misturadas com coca energético ou suco de laranja (às vezes de fora da geladeira, mas ficam boas também), destilados e vinhos são tantos que eu não tenho nem ideia de qual escolher, vou pela embalagem. Alguns tomam o café sem açucar e preferem água com gás - ou blup, como falo pra minha prima. Tiram sarro da minha cara porque nunca consigo comer ou beber tudo, sempre alguém tem que me ajudar "hilfst mir". Como no dia da comida árabe: um sanduíche enorme que os meninos comeram em 3 minutos, eu demorei 5 pra comer menos da metade, levei pra casa, almoçei mais metade no outro dia e sobrou pra janta. Justo eu, a mais comilona da família! Se preparem que eu tô voltando com fome - e gorda!

KZ Osthofen.




Não se pode conhecer um lugar sem conhecer sua história - seja ela boa ou ruim. Então fui conhecer um campo de concentração, em Osthofen. Fiquei muito feliz pois meus avós viveram lá! Mas ao chegar no KZ, o passeio estragou. Um lugar insalubre, fedido, com um silêncio ensurdecedor. Sabe aquela sala no filme "O menino do pijama listrado" que tem uma abertura em cima para colocar o gás? Pois é...

Heidelberg







http://www.heidelberg.de/servlet/PB/menu/-1/index.html

Cidadezinha perto daqui com muitas igrejas lindas e um castelo imponete... ah vá? Uma cidade na Alemanha com castelos e igrejas centenárias é o que mais vi rsrsrs. Mas não me canso, gosto de sair andando por aí, escutar os sinos das igrejas a todo momento e admirar a paisagem. Fui com Suzie, conversamos bastante, fomos até o castelo - subindo de bondinho, medo - ela me mostrou tudo o que tinha pra ver por lá. Foi construído em 1225, em estilo gótico, e reformado no século XVI, mas quase todo destruído em 1689 pela guerra. Também abriga um museu de farmácia, o Deutsches Apothekenmuseum, com oficinas em estilo barroco e rococó e uma farmáciado século XVIII - legal para os hipocondríacos. Nas fotos, o castelo por dentro, mais um tonel gigante (tem uma sala exclusiva com uma escada só pra ele), e eu e Suzie. Muitos turistas, e entre eles uma adolescente que veio até mim, me abraçou e disse alguma coisa. Fiquei sem saber o que fazer, mas quando Suzie traduziu "abraço quente brasileiro", voltei até ela e disse: "isso que é um abraço quente brasileiro" e abracei forte. Todos riram, foi engraçado. Até hoje não sei como ela descobriu que sou brasileira - obedeço o sinal, não me atraso (tô aprendendo, comprei um relógio), não jogo lixo no chão e não saio de biquini sambando por aí rsrsrsr.

Almoçamos em um restaurante que também parecia um castelo. No final, disse pra garçonete: "Ich bin satt". Ela achou graça e eu não entendi. Lá estava Suzie pra me salvar: não se fala "estou satisfeita" quando está fora de casa. Também aprendi que quando você é apresentado a alguém, dá um aperto de mão; quando tem mais intimidade, seja no primeiro encontro ou décimo, pode dar dois beijos no rosto, e só os amigos íntimos se abraçam. Aprendi outras coisas com o tempo também, exemplo, com 8 dias, aprendi a usar a máquina de lavar (é quente, a roupa encolhe se não fizer certo), com 10 dias entendi como se abrem as janelas, com 3 já sabia de cor todas as marcas de roupas e vi que algumas lojas têm todas as marcas juntas (rá, essa foi fácil), e até hoje não aprendi a usar a máquina de café expresso - ás vezes derrubo, às vezes sai fraco - e falar quente/frio ou esquerda/direita em inglês muito menos em alemão.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Speyer






http://pt.wikipedia.org/wiki/Speyer

Speyer é uma cidade super antiga, originou-se com os romanos em 10 a.C, tem algumas igrejas e um centrinho bem antigo. O Reno passa por ali, e seu curso foi desviado para os navios grandes poderem passar (onde ele passava, virou lodo), o problema é que agora o rio ficou muito rápido. Fonte: Ludney rsrsrsr.

O mais estranho foi o osso e algumas partes do corpo de pessoas sacras, em exposição na catedral, Dom (linda!).

Sim, é verdade, Fer, que as pessoas tomam banho no parque (não sem roupa!) e se banham no rio.